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Hahahahahaha, aí que eu escrevi o post anterior e resolvi rever as fotos antigas pra ver se surgia mais alguma inspiração e veio.

Quando eu era pequena, pra conseguir pegar no sono tinha que ter alguém coçando meu pé (ainda tenho a mania que mexam no pé, mas tchá pra lá). E eu gostava tanto da cosquinha no pé que em todo lugar que eu deitava, eu fica caçando um canto pra coçar meu pé e um belo dia achei um inusitado: a cabeça da minha irmã, hahahahahaha. Minha irmã quando pequena era carequinha, só tinha umas penujens na cabeça, e sabe-se lá o porquê, um dia resolvi passar meu pé na cabeça dela (eu devia ter uns 4…5 anos ela uns 2 anos) e a sensação de “cosquinha” foi a melhor, hahahahaha. E a coitadinha, toda inocente não entendia o que eu fazia e nem reclamava, então vira e mexe eu me aproveitava da careca da coitada (tô chorando de rir lembrando da história).  Mas um belo dia isso teve fim, minha me pegou esfregando o pé na careca da caçula, hahahahahaha, e brigou de monte comigo.

Essa foto abaixo é da época que a minha irmã tinha a careca mais macia do mundo, hahahahahaha. Fala se a careca não parece uma delicinha para os pés? E detalhe nos meus óculos porque era carnaval.

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Sei lá porque cargas d’água lembrei da moda, muitas vezes duvidosa, dos anos 80 (apesar de achar que o início dos anos 90 foi muito mais tosco) e lembrei das coisas da minha mãe. Minha lembrança foi parar lá nos meus 6…7 anos. Bem aquela idade em que a gente quer fuçar em todas as coisas da mãe, afinal de contas naquela caixinha de jóias tem tanto brinquedo bom para as crianças.

Lembrei dos brincos enoooorrrrmes que eram usados nos anos 80, não muito menores que os usados atualmente, mas eles eram pesados para uma orelha de apenas 6 anos. Mas o melhor de tudo é que eram de pressão e mamis deixava a gente colocar, mas só na hora da brincadeira. Na hora que ela sentava na cama, chamava as duas crias e abria aquela desejada caixa, cheia de maravilhas.

E como um assunto puxa o outro, lembrei dos vestidos que minha mãe usava quando eu era criança. Os que ela usa hoje não são menos bonitos que os de outrora, mas eles sempre tinham algo a mais, um brilho e  a tão conhecida lantejoula. E por que elas chamavam tanto minha atenção? Senta que lá vem história…

Minha mãe sempre costurou, ofício esse aprendido com minha vó, e mamis  tem uma excelente mão para os trabalhos manuais.  Tá aí o diferencial de tudo que ela fazia (e faz).  E vaidosa que é, sempre que tinha festa, rolava um vestido novo pra ela usar. Mamis ia lá, fazia o danado e na hora da novela ela sentava no sofá com o vestido no colo, um saquinho de lantejoulas, linha e agulha na mão pra bordar o vestido.  E até hoje é assim, só diria que com menos…lantejoulas.

Essa semana estava vendo umas fotos antigas no micro e achei essa que foi escaneada, acho que pra usar na retrospectiva do meu casamento:

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Gentem, olha esse vestido de mainha se não é uma coisa de louco??!!! Vocês conseguem ver o bordado no vestido? Não é uma coisa exagerada, e sim um bordado chique, discreto, maravilhoso e tudo feito por ela. E o scarpin vermelho combinando? É ou não é de babar?? (queria saber onde foi parar esse vestido)

Nessa foto estávamos indo para um casamento que meus pais eram os padrinhos e eu, então com 3 anos, a daminha. A família estava nos trinques, não? E o meu vestido?? Feito por mamis e vóvis, maravilhoso!!! Quando casei lembrei dele, pois queria que a minha daminha o usasse. Eu era apaixonada por esse vestido.

Falar da minha mãe e das suas habilidades rende “muito pano pra manga”, ainda serão muitos textos relacionados às maravilhas que ela fez ou faz.

Eu sou praticamente o filho homem que meu pai gostaria de ter. Por que? Já explico…

Com tantas andanças pelo Brasil, vcs já pararam pra imaginar quantas vezes meu pai precisou montar e desmontar armários, camas, instalar equipamentos eletrônicos? Pois é, e adivinha quem o ajuda nessas tarefas? Euzinha aqui!!! Eu achava o máximo ver meu pai mexendo com aquelas ferramentas, a única coisa que eu não gostava era quando ele usava a furadeira, odeio a bendita até hoje, sabe-se lá o motivo.

Eu posso até dizer que eu fiquei craque, de tanto ajudar meu pai. Nunca soube o nome das ferramentas, mas sabia pra que cada uma funcionava.

Bater martelo? Era comigo mesmo, mas como sempre fui desastrada, eu e o prego não nos entendíamos bem. Ou eu martelava o dedo ou o prego ficava torto. Mas deixemos esse detalhe pra lá.

Quando eu casei, eu trouxe minha cama pra minha casa nova. E a danada ficou lá por meses encostada e nada de maridôncio se mexer pra montá-la. Um belo dia desceu um santo em mim e eu sozinha montei a danada da cama.  Quando marido viu não acreditou que eu tinha feito aquilo sozinha. Aiaiaiai….

E ontem, juro, fiquei super orgulhosa de tudo que eu aprendi com meu pai. O Rê foi instalar os spots do balcão da cozinha e tava levando uma surra daquelas. E eu só reparando, o bixo tava todo enrolado.  Dado momento, o enrosco era tão grande que perguntei pra ele:

Jú: quando vc era pequeno vc ajudava seu pai a instalar as coisas?

Rê: sim

Jú: por obrigação ou porque gostava?

Rê: obrigação

Jú: Ah, tá explicado porque vc apanha tanto pra fazer as coisas….hahahahahaha

E eis que pela primeira vez na vida ele aceitou minha opinião (homem machista, sabe?) e a instalação andou.  Aí que ele tinha que instalar umas molinhas em cada spot para que eles ficassem fixos no buraco e quem disse que ele conseguia fazer isso? Tive que euzinha, com todo hábito de quem já tentou fazer suas próprias bijus, pegar as molinhas e instalar eu mesma. Era 6 molinhas, foi 4 x 2 pra mim.

Depois da instalação concluída sabe o que eu fiz? Em off liguei pro meu pai pra contar a “surra” que eu tinha dado no marido. Hahahahaha

Eu e o mar

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Eu sou uma pessoa apaixonada pelo mar, por ir à praia, pelo sol. Acho que isso está diretamente ligado aos anos que moramos em Recife e o quanto fomos felizes lá. Na verdade não sou só eu a única apaixonada  pelo mar na família Orofino, mas meus pais e irmã também.

Sempre que tem algo errado ou simplesmente queremos descansar, associamos isso à uma ida à praia. Isso é clássico na família já. Até painho que é do interiorrrr de São Paulo é apaixonado pelo mar. Poutz, tenho tantas lembranças boas de passeio em família à praia que preciso descrevê-las logo aqui antes que a minha memória comece a falhar.

Lembro, ou seriam farofadas, dos passeios memoráveis que fazíamos até Porto de Galinhas quando eu era pequena. Geralmente íamos: eu, irmã, pai, mãe e às vezes vó e tio. Mainha e vóinha ficavam na areia sob o guarda-sol, eu e minha irmã na piscina que formava nos arrecifes de Porto de Galinhas e painho e tio íamo para depois dos arrecifes e ficavam horas mergulhando tentando desvendar a vida submarina. Lembro que os dois ficavam tanto tempo mergulhando que minha chegava a ficar preocupada, o que a salvava disso é que meu pai comprou uma bóia sinalizadora, e lá da areia minha mãe conseguia avistar onde meu pai estava.

Eita tempo bom esse em que chegávamos em Porto e conseguiámos achar um lugar na areia sem precisar esbarrar em ninguém, tempo em que a maré não havia subido tanto e pra chegar na água andávamos um monte, tempo em que mamis preparava os lanches para levármos à praia, tempo em que saímos cedinho de casa pra pegar a maré baixinha e só voltávamos quando o sol estava se pondo, tempo em que não havia calçadão em Porto e muito menos violência.

Ah, já vou avisando que será normal lembranças sobre idas à praia por aqui, pois isso é o que adoro e o que mais lembro da minha infância.

Fonte da imagem: acervo pessoal, foto tirada em Porto de Galinhas em novembro de 2008 em uma viagem express quefiz até Recife depois de 7 anos sem visitá-la. E a piscina que falei, é essa que aparece uns meninos brincando.

Minha mãe e eu

Eu e minha mãe sempre tivemos muitos conflitos, acho que porque somos muito parecidas, literalmente puxei a mãe. E pra ajudar fui a adolescente mais problemática que existe na face da terra, rezo todas as noites para que meus filhos não puxem a mim nesse quesito.

Mas apesar de todos os conflitos e confuões, hoje tenho plena consciência de que minha mãe é e sempre foi A Mãezona. Daquelas que te dá prato feito na mão porque vc chegou cansada do trabalho, que faz massagem nos seus pés, que vai na 25 de março comprar coisas que vc precisa, mas não tem tempo de ir lá, que faz canja e dá remédio na boca quando vc está gripada, que monta uma cama no quarto dela pra vc dormir até o dia do seu casamento porque vc acorda todas as noites tendo pesadelo que tudo dá errado no tão sonhado dia, que faz um pijama de flanela de um modelo especial pra vc usar no hospital e não ter que tirar a blusa e ficar semi-nua na frente de todo mundo que passar lá e tiver que ver seu curativo, que ficava com dó porque a filhinha dela saía de casa às 7 e só voltava quase meia-noite por causa do trabalho e da facul, que te mandava dormir porque vc estava dormindo pouco e precisava descansar mais.

Passaria aqui a noite inteira relatando as qualidades da minha mãe e tudo que ela já fez e faz por mim, e se eu tivesse que falar dos seus defeitos, mesmo depois de tantas brigas, com certeza mal daria uma linha.

Mãe, vc sempre fala que eu e a minha irmã sempre defendemos o pai e sempre ficamos ao lado dele quando vcs discutem, mas indiscutivelmente vc é a melhor mãe do mundo e não deve ter noção do quanto eu te amo!!!! E a Jê e o Pai também, afinal de contas vc é nosso alicerce.

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Eu detesto músicas tristes, não sei bem definir quais são essas músicas definidas por mim como “tristes”, mas algumas simplesmente me fazem chorar, simples assim e sem motivo. Eis que lembrei de um causo de infância com uma música triste, acho que o 1° fato que tenho em mente sobre essas músicas.

Um belo dia estávamos nós na sala do nosso apê na vila militar de Recife e o pai chega em casa, acho que do shopping, falando pra mãe que tinha comprado “tal” LP. E colou o bendito do Richard Clayderman pra tocar. Quando começou a tocar a bendita música (não lembro o nome dela, mas é uma super famosa) e eu caio aos prantos. Simplesmente assim, do nada, sem motivos, sem lembranças ruins por causa da música, completamente sem razão, comecei a chorar e não parei até o pai tirar a bendita música. Coitado do pai que nunca pode ouvir o tão querido LP dele na minha presença. E até hoje é assim, toca uma música triste do além e eu…começo a chorar. Hahahahaha. Eu devia ter uns 4 anos na época (gentem, minha memória é de elefante, lembro de coisas super antigas a ponto de achar que algumas são sonho e não fato de verdade).

Detalhe: muitos, muitos anos depois, quando estávamos nos preparativos do casamento, eu e marido escolhendo as músicas que iam tocar na cerimônia religiosa e a sogra, na maior boa vontade, indicou essa tal música do Rychard e eu na hora: Não! Tadinha, até hoje não deve ter entendido tamanha negação pra uma música tão linda, pra ela (e para os meus pais) digamos de passagem.

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Meu pai me ensinou muitas coisas, desde pequena até “depois de grande”, uma delas foi andar de bicicleta. Ele e minha mãe se orgulham por eu te aprendido a andar de bicicleta, sem rodinha, aos 3 anos. Eu realmente era um gêninho. Lembro como se fosse hoje desse dia.

Eu ganhei a minha cecizinha prata no natal quando tinha 3 anos, vale contar aqui a forma que eles fizeram pra me dar o presente: minha mãe me levou pra casa da minha vó, que ficava no prédio na frente do nosso e quando voltamos a “caixona” com a bicicleta estava lá no meio da sala me esperando. E meus pais falaram que o papai noel tinha deixado lá enquanto eu estive fora. Juro que nesse dia eu fiquei super feliz por ter ganho a cecizinha, mas fiquei triste porque não vi o papai noel.

Meu pai sempre foi super paciente, então ele ficava horas comigo segurando a cecizinha para eu andar sem a rodinha, e soltava um pouquinho para eu ir acostumando a me equilibrar no brinquedo de duas rodas. Acho que era uma manhã ensolarada de domingo, ensolarada tenho certeza, só não sei se realmente era um domingo, nessa época morávamos na vila militar de Recife e eu estava andando na bicicleta em um espaço gramado que ficava na frente do nosso prédio.

Ele estava nesse esquema, hora me soltando, hora segurando. E uma certa hora desse revezamento, eu deslanchei e saí andando sozinha. Nossa, como ficamos felizes!!

Que felicidade essa de superar um obstáculo aos 3 anos de idade. E a felicidade do meu pai por ter me ensinado mais essa!

Obrigada, pai!

Por causa de um bolo que falei que faria para o aniversário da minha amiga lembrei que minha mãe sempre foi boleira. Para mim, os melhores bolos que ela fez foram quando eu era criança (acho que por causa do sabor bolo x infância). Sempre que tinha aniversário em casa ela fazia um mega bolo, cada um mais lindo que o outro. Como meu aniversário às vezes cai no fim de semana da páscoa, quando eu era criança e isso acontecia, minha mãe fazia bolo de coelhinho para mim. Mas não era um simples bolo, era O Bolo. O bolo era enorme, com orelhas de coelhinho, carinha de coelhinho e bigodinhos de coelhinho.

Mega bolo de coelhinho feito pela mamis (o tal relatado no post)

Mega bolo de coelhinho feito pela mamis (o tal relatado no post)

Um outro bolo que me recordo com alegria foi um que ela fez no aniversário da minha irmã. Não lembro se era aniversário de 1 ou 2 anos, mas foi uma big festa que a minha mãe fez no nosso apartamento quando morávamos na vila militar. Como meu pai e a minha irmã fazem aniversário com mais ou menos 10 dias de diferença entre um e outro, a festa era para os dois. O bolo era lindo, redondo, enorme! Minha mãe imitou um bumbo de bateria, tinha até uma imitação de baquetas em cima (pelo menos foi essa imagem que eu guardei, se ela quis fazer mesmo um bumbo já não sei, vou confirmar com ela). Além de tudo isso ainda tinha um monte de confetes enfeitando o bolo, e confete naquela época era luxo, então eu estava com zoião em cima deles. Pena que não tenha foto dele no micro para eu colocar aqui.

Tendo em vista as maravilhas que a minha mãe fazia (e ainda faz, a diferença é que meu paladar para bolo não é mais o mesmo) eu era uma criança exigente para bolo (e assim continuo…), então a minha maior frustração era quando tinha festinha dos meus amiguinhos e o bolo era de caixa. Ah, o bolo de caixa era aquele em que a mãe fazia uma caixa toda enfeitada no tema da festa e os pedaços de bolo gelado ficavam embrulhados no papel alumínio e eram guardados dentro daquela caixa (acho que hoje em dia não se usa mais fazer isso). Não, eu não achava o bolo ruim, era muito gostoso por sinal, mas eu não me conformava com o fato daquela mãe não ter feito um mega bolo e enfeitado ele todinho para o seu filho se orgulhar daquela obra de arte.

Coisas de criança.

Há algum tempo fiz um encontro só de meninas aqui em casa e a minha irmã também marcou presença. Pois eis que em um dado momento da conversa, estávamos falando sobre desenhos e a minha irmã disse que meu pai adorava assistir Chaves.

Eu fiquei passada e indignada. Passada porque eu não lembrava que meu pai gostava de assistir chaves. E indignada pelo fato de realmente não lembrar disso. Mas como??? Justo eu, a filha mais velha, fiel escudeira do meu pai.(deixa minha irmã ler esse lance de fiel escudeira do pai), como? Como pude esquecer esse detalhe???

Minha irmã jurou de pé junto que sim, mas como minha memória é de elefante, tenho cá minhas dúvidas…hohohoho

Chaves[1]

cinema

Outro dia…Estava lembrando que a minha família paterna tem um hábito interessante: sempre que gostam de um filme, as pessoas da minha família assistem 2…3….4 vezes na sequência e assim o fazem ao longo da vida.

E sabem o que lembrei com isso? Que eu e minha irmã também somos assim, mas não tanto. Temos o hábito um pouco diferente da família e uma diferente da outra.

Lembro quanto estreou Titanic no cinema de Campo Grande, nossa, era o filme, o evento, o tudo do ano!!! E vale ressaltar que o filme deve ter chegado lá mais de 3 meses após a estréia em São Paulo. Meu…a minha irmã, deve ter ido umas 7 vezes ao cinema assistir o filme. Era engraçado, porque ela não estava nem aí, ia sozinha e geralmente de tarde, porque nessa época ela era meio pequena, sabe? Tipo pré-adolescente.

Eu tenho uma lista enorme de filmes antigos que marcaram minha infância e acho que por causa da lembrança da época boa que eles me trazem, eu adoro vê-los, mesmo já tendo decorado a história e tudo o mais. Greese, for example, eu já assisti milhares de vezes, e amo, até comprei o danado. Chegou uma época que eu e minhas primas tínhamos decorado quase todas as músicas e coreografias.

Poutz, acabo de lembrar porque carga d’águas lembrei dessa mania de família de assistir um filme várias vezes. Olha a viagem: Estava eu indo embora no meu busão de todo dia, quando reparo em um carro tipo utilitário lindo (amo esse tipo de carro), estacionado. O coitadinho estava sem o pára-choque traseiro. E aí fiquei olhando aquilo e pensei: “nossa, parece o robocop”. O carro era prata assim como o robocop. Eis que ao lembrar o robocop lembrei a minha tia mais nova por parte de pai. Ela achava o cara que fazia o robocop lindo, falava que a boca dele era perfeita (o cara é medonho, mas blza). Certa vez, um tempo depois de ter saído esse filme em VHS, fomos todos da família do pai para a casa de uma das minhas tias passar o fimdi. E meu tio tinha levado a fita do robocop porque ele já sabia que essa tia adorava o cara. Juro, juro que ela assistiu o filme entre 5 e 7 vezes. E foi muito engraçado, porque a galera da família foi chegando aos poucos e eu e minha irmã chegamos um pouco mais cedo que o resto da família. E aí, ela começou a assistir o filme e cada vez que chegava um na sala, ela colocava o filme de novo, e ainda assistia junto. E como eu realmente não tinha o que fazer,  ficava lá na sala com ela, assistindo também.

Vale ressaltar que a minha memória cinematográfica é péssima, não é difícil acontecer de euzinha aqui esquecer a história de um filme que acabei de ver. Mas o robocop 1, jamais esquecerei.

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